RELATOS

Juliana Silva

 
Eu não lembro ao certo quando comecei a entender que algumas situações que aconteciam comigo eram por questões raciais. Hoje, no resgate das memórias posso citar alguns exemplos, na escola eu sempre fui uma boa aluna e assim como já ouvi de outras meninas e mulheres negras, também tive a intelectualidade explorada por falsas amizades que tinham interesse apenas no que eu poderia oferecer nesse âmbito, em outros momentos e eventos fomos/somos ridicularizadas e excluídas, a exemplo das festinhas ou idas a sorveteria.
Lembro que eu sempre tive muita vontade de participar de um grupo de dança que tinha na escola quando eu fazia o Ensino Fundamental I, mas eu nunca fui notada e na época eu não entendia o porquê, olhando essa situação hoje, vejo que existia um padrão estético entre as participantes no qual eu não me incluía, as meninas mais parecidas comigo tinham o cabelo alisado, bem próximo do liso natural. Ainda sobre a fase escolar, lembro de episódios relacionados ao livro didático, lembro de sentir um pouco de vergonha da forma que as histórias do povo negro eram retratadas nos livros, pois tudo que falavam ali se resumia a escravidão e servidão, não se falava sobre a cultura, conhecimentos, feitos ou nada do tipo.
Já na Universidade, no estágio de observação, notei que algumas coisas não mudaram, em uma aula sobre Expansão Europeia, a professora explicava para a turma com admiração sobre o pioneirismo, foco e competência dos portugueses para alcançarem os seus objetivos econômicos, novamente deixando um cenário nada combativo e inteligente para nós negros nas linhas da história. Também, e a partir dessa experiência, percebi que era uma obrigação introduzir cultura e referências pretas em todos os espaços que eu estivesse presente, e junto ao Núcleo AfroUneb e o Coletivo de Mulheres Negras Luíza Bairros comecei a montar minha biblioteca preta, hoje, pesquiso o currículo de África dos nove departamentos que ofertam o curso de História na Universidade do Estado da Bahia, fazendo um diálogo com a educação básica. Em sala de aula, no estágio de oficina, busquei ampliar a África para os alunos, mostrando um pouco do seu tamanho territorial e cultural, buscando descontruir a ideia de miséria e atraso presente no imaginário social, ampliando também o conceito de desigualdade, para que não mais a vejam como uma realidade distante da Europa. Nessa experiência, dentre outras atividades, ainda tivemos a confecção de bonecas Abayomi, onde no começo todos estavam fazendo apenas com a intenção de ganhar nota, mas ao final já tinham até uma pessoa certa para presentear com a boneca e explicar seu significado e história. E nessa linha eu segui nos outros estágios, oficinas e participações em eventos.
Eu acredito na educação, acredito na História e no quando ela pode ser representativa quando ela pensa o sujeito no centro da sua metodologia, incluindo seu cotidiano e vivências nos métodos e fontes escolhidas nos espaços de produção de conhecimento, educação de qualidade é sinônimo de liberdade. 

Juliana Silva, candidata a vereadora em Santo Antônio de Jesus. Mulher negra, periférica, socio educadora popular e militante organizada no coletivo de mulheres negras Luiza Bairros, Rede de Mulheres negras da Bahia e fórum Marielles. Outras atuações: Presidenta do CAHIS- Maria de Lourdes de Jesus, Licencianda em História-UNEB V, Secretária de Com. às Opressões FEMEH N/NE Pesquisadora no núcleo AfroUneb.

Francisco Ferreira

UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA: COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBOLA DO POVOADO CRUZ
A Comunidade remanescente de Quilombola do Povoado Cruz, está localizada na Zona Rural do Município de Coelho Neto-MA. Com costumes arraigados ainda hoje carrega traços dos seus ancestrais em hábitos e costumes locais.
Sobre a origem do Povoado, origens remotas, passado pela oralidade pelos mais velhos, contam que surgiu a partir da chegada de portugueses, que chegaram na localidade na época de incentivo a povoação do Brasil. Ao chegarem no local onde hoje é o povoado, na época um olho d’água, destacaram com uma cruz, daí denominou-se Povoado Cruz. Logo em seguida aglomeraram-se escravos fugidos de um engenho em uma localidade vizinha, trouxeram suas culturas e costumes, que miscigenando ao que já habitavam aqui, deram origem ao grupo social que temos atualmente.
A cultura é baseada nos aspectos nordestinos, com ênfase nas quadrilhas juninas, realizada pela comunidade no mês de junho. Outro aspecto da cultura bem difundidas são os festejos de Santos e Santas. Com o avanço do cristianismo no local as religiões de matrizes africanas foram extintas da comunidade, existindo apenas ruinas de antigos terreiros na localidade. A comunidade realiza anualmente 4 festejos Católicos, respectivamente; Imaculada Coração de Maria, no mês de maio, São Benedito em setembro, padroeiro da comunidade em que se homenageia a luta 
do povo negro, em outubro realiza-se o festejo de São Francisco e por fim em dezembro é culminado a festa em honra a Santa Luzia. Essas festas religiosas são o diferencial da região, onde todos os povoados vizinhos se reúnem para prestigiarem.
A comunidade é formada por 26 famílias, maioria tiram seus sustentos da lavoura, com principal cultura o arroz, plantados nas tradicionais “roças de toco". Os indivíduos sociais convivem em comum acordo, todos se ajudam em mutirões de construção de residência, em sua maioria de taipa, em épocas de farinhada toda a comunidade participa. A solidariedade em os compartes é uma das características principais dos indivíduos desse grupo social.
Na localidade a existência de uma escola, que funciona do maternal aí ensino fundamental I, com 2 salas de aula, funcionado nos dois turnos a escola atende 74 alunos. Anualmente nessa escola são realizados eventos que visam a valorização da história e luta do povo para conquistas do que se tem de melhorias no local. Acho que é isso, talvez tenha sido sucinta (risos). Acho que é importante falar que isso tudo gera uma puta pressão na cabeça da gente, tipo, eu tenho depressão e ansiedade a uns 3 anos desde que minha avó morreu, ela era minha referência de mulher, ela quem me criou. As vezes a noite eu choro e penso como é horrível ser mulher aqui, mas também lembro que um dia as coisas vão melhorar. Que vamos ocupar o que sempre merecemos.”

 

Francisco Ferreira dos Santos, acadêmico do Curso de Engenharia Agrícola, na Universidade Federal do Maranhão - Campus Chapadinha. Acadêmico do Curso de Licenciatura em Geografia, na Universidade Estadual do Maranhão, pelo Núcleo de Tecnologia para Educação (UEMANET) - Polo de Coelho Neto.

Avelin Buniacá

 

'SOMOS MUITO MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA'.
Essa frase resume o que não pode ser resumido. Essa é a essência dos povos indígenas e daquilo que nos faz indígenas a capacidade de nos reinventar de reviver e permanecer assim. Todos os dias nos livrar do laço colonial. E se equilibrar na luta. 
A capacidade de viver em vários mundos, nem sempre por opção. Muito por sobrevivência esse é o fator fundamental em ser indígena e permanecer indígena, porque existe um projeto de genocídio, etnocídio e extermínio que não cessa desde a invasão. Apenas as armas dos colonizadores variam de doenças a PECs e projetos de leis. Bancadas e invasores, garimpos e mineradoras. Madeireiros, caçadores, grileiros, fazendeiros, pastores e missionários, pentecostais a lista é infinitamente longa.
O constante ataque aos povos indígenas não é novidade pra ninguém. No entanto os povos indígenas não estão quietos calados esperando o fim. Temos nos organizando e lutando por direitos. Estamos ocupando os espaços negados de existência. E retomando fisicamente, culturalmente, politicamente.
Atualmente lutamos contra a pandemia e suas consequências além da perseguição do desgoverno federal e seus conchavos. Uma lança que voltou a perseguir os direitos indígenas é a tese do "marco temporal".
O chamado Marco temporal é uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que defende que povos indígenas só podem reivindicar terras onde já estavam no dia 5 de outubro de 1988. Naquele dia, entrou em vigor a Constituição Brasileira. Em abril de 2019, ou seja, o resultado servirá como referência para todos os outros tribunais do país.
De volta à pauta nós esperamos que os ministros sigam o parâmetro constitucional. Temos a expectativa de que a maioria do STF seja contra a tese ruralista do marco temporal, por ser inconstitucional, e que mantenha o texto constitucional na íntegra. Que garante quais são as áreas de ocupação tradicional indígena com base no artigo 231.
Se o STF fixa a tese do marco temporal, vai haver uma verdadeira varredura dos povos indígenas em larga escala, com aumento de assassinatos no campo e aldeias, migração desordenada para as cidades, povos inteiros subjugados a viver nas margens das estradas, e nas margens da sociedade. E isso não permitiremos! Estamos mobilizando a sociedade, educando, letrando o branco para que conheça e respeite a cultura indígena, denunciando juridicamente também.
Como avermelhei a palavra de urucum no início desse texto e reforço novamente. Nós retomaremos o que é nosso e nenhum passo a trás será dado. Não existe essa opção. Nossos Maracás jamais silenciarão e seguiremos rompendo.
"Somos muito mais do que você imagina"
Erecatu! (Avante!)

Avelin Buniacá Kambiwá. É socióloga, professora, especialista em Gestão de políticas públicas em gênero e raça, foi a primeira candidata declaradamente Indígena em BH. Fundadora do comitê mineiro de Apoio às Causas indígenas. Assessora parlamentar Gabinetona.

Israel da Silva

 
Meu nome é Israel Silva, eu cresci no Quilombo Cajá dos Negros, localizada no município de Batalha, em Alagoas. A construção da minha identidade quilombola foi um processo, foi algo que foi construído ao longo do tempo. 
Algumas coisas contribuíram para essa construção, como por exemplo o ‘’contar de histórias’’ que acontecia no Quilombo, onde pessoas mais velhas ou grupos de amigos, e através dessa experiência é possível aprender sobre a região, as experiências que o território já passou e também sobre a família em si, essas histórias permitem que se faça um mapeamento familiar bem extenso. 
Um outro fator que contribuiu para esse meu processo de construção identitária foi conhecer outros quilombos, trocar experiências, porque embora muitos não saibam, cada quilombo tem a sua particularidade, eles não são todos iguais, inclusive a convivências com pessoas que não eram quilombolas também é parte desse mesmo processo, pois eu pude analisar a visão que pessoas de fora tinham em relação a comunidades quilombolas, que no geral era uma visão cheia de estereótipos e preconceitos.
Cursei o Ensino Médio e atualmente também curso Ciências Sociais na cidade de Maceió, inclusive antes de entrar na UFAL eu não enxergava a Universidade como uma perspectiva de mudança de vida, e também não havia pessoas da minha família que tivessem passado por uma experiência, a partir do momento que meu irmão e meu primo entraram eu passei a ver como uma oportunidade pra mim também e hoje em dia eu também inspiro outros familiares a também fazer parte da Universidade. Foi também no período que fui pra Maceió que eu passei a sofrer com situações que um jovem negro sofre na sociedade, como por exemplo abordagens policiais, a ouvir pessoas me falarem que era arriscado eu sair na rua sozinho, um outro exemplo foi quando eu estava em um local onde estava tendo um discurso de proteção aos jovens e pediram para levantar a mão aqueles que já tivessem visto ou tido contato com alguma tipo de arma ou droga, algumas pessoas levantaram a mão e eu não levantei, porque eu realmente nunca tinha tido contato e eu puder ver pelo semblante do policial que estava discursando que ele ficou surpreso comigo; ou ainda quando eu estava em um lugar onde várias pessoas foram assaltadas e eu não fui, daí disseram que pelo meu perfil estava tranquilo pra mim, eu não seria assaltado. Situações como essas eu não tinha vivenciado dentro do Quilombo, por mais que as vezes a polícia já tivesse aparecido por lá, as coisas nunca foram tão absurdas. 
Para finalizar, eu gostaria de dizer que é necessário que as pessoas não vejam os Quilombos como algo isolado, essa visão não corresponde com a realidade, estes tiveram sua história negada e muitas vezes apagada, cada Quilombo tem sua história, particularidades e numeras diversidades.  

 

Israel da Silva Oliveira: Quilombola de Cajá dos Negros, acadêmico de ciências sociais pela Universidade Federal de Alagoas. 
 

Kamylla Donato

Desde meu nascimento os elementos da cultura afro brasileira e nativa estavam presentes, seja no ato de benzer para proteger do mal ou pedir licença a exu ao passar em uma encruzilhada. O bairro ao qual reside durante grande parte da minha vida, concentra o maior número de templos de religião de matriz africana, desta forma os elementos não viviam apenas no meu ciclo familiar, mas também em meio ciclo social como um todo, toda primeira sexta-feira do mês, às 18h00min era saldada com os cânticos em adoração a oxalá, que vinha de um terreiro nagô localizado atrás de minha casa, e escutava o pai de santo do local cantar e minha vó cantar junto com ele, e essa foi a melodia presente em quase toda a minha infância que era quebrado em momentos em que minha família sofria com a intolerância religiosa, raros são os momentos em que não se referissem a minha vó como “macumbeira” ou que a fizesse se sentir culpada por estar ocupando um local privilegiado dentro de uma sociedade, pois ela como mulher afro-ameríndia não deveria ter tido uma ascensão econômica ao ponto de ter casa própria, em uma ala menos marginalizada da periferia, suas conquistas sempre foram vistas como conquistas vindas através da utilização da “magia” candomblecista, como forma de proteção minha vó se vincula às religiões neopentecostais, mas sem nunca abandonar os elementos do candomblé,  desenvolvendo assim duas persona, a primeira ela apresenta para pessoas que não conhece ou não tem intimidade, nesta ela não demonstra a ligação de nossas família com o candomblé, já a segunda, ela apresenta a todas as pessoas que a faça se sentir à vontade, nesta ela conta sobre suas histórias de santo, suas experiências religiosas, canta, dança, ensina receita de remédios naturais que já curaram milhares de pessoas. Minha relação com o candomblé e com a jurema, é uma relação de gratidão, pertencimento e resistência, a forma que vejo a vida, os animais e a natureza foi me ensinado seguindo os elementos das religiões, pois antes de ser Kamylla Donato, eu sou Kamylla Donato filha de Oxossi e Yansã. 
Quando entrei na universidade busquei uma forma que entender as relações e a construção social, nos primeiros períodos foquei em estudar sobre o candomblé e as relações religiosos, desta forma, fiz parte durante 3  do NEAB (núcleo de estudos afro brasileiro) durante este período pesquisei sobre a condição da mulher candomblecista,  tal pesquisa teve como resultado dois artigos, o primeiro A Ambiguidade Da Condição Da Mulher Idosa Dos Terreiros De Candomblé Alagoano, eu e minha colega buscamos compreender as condições ambíguas que as idosas candomblecistas sofrem dentro do sistema capitalista, para a sociedade a mesma é vista como descartável mas dentro do espaço do terreiro ela é vista como uma liderança, portadora de um conhecimento magnífico. Nossa segunda, intitulada Feminino No Candomblé: Impressões Acerca De Uma Comunidade Nagô-Xambá Na Cidade De Arapiraca, fizemos um estudo de caso em cima de uma comunidade na cidade de Arapiraca, tal pesquisa teve como intuito analisar as percepções das mulheres participantes daquela comunidade acerca de suas trajetórias de vida dentro e fora do Candomblé, bem como de suas percepções acerca da condição feminina nesse universo cultural e religioso. Atualmente minha pesquisa tem se voltado para o cinema e a questão da religiosidade, a qual teve como resultado meu trabalho de conclusão de curso, onde analisei a representação religiosa no cinema de Glauber Rocha, através do estudo do filme Barravento. 
Com o avanço das religiões neopentecostais a violência religiosa contra religiões de matriz africana também avançou, um dos principais atos de violência é a negação da religião, sua existência é reduzido a seitas, junto a negação da religião temos a negação histórica, não e é estudado e ensinado sobre a existência do candomblé ou até mesmo da jurema, Alagoas é o estado que passou pela quebra de Xangô em 1912, onde diversos terreiros foram invadidos pela elite de Maceió por conta de intolerância religiosa, tal acontecimento não se é ensinado dentro das salas de aula, desta forma educando um grupo de crianças e adolescentes desconhecedores da sua própria história e assim não reconhecendo os atos de violência que acontecem ao seu redor.

Graduada em História, pela Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL. Educadora popular, militante do MUP – Movimento por uma Universidade Popular e da UJC – União da Juventude Comunista.

Lenilson Portela

 Meu interesse por estudar mais a fundo a história dos povos ciganos surgiu quando eu cursei a disciplina de Teoria da História na Universidade. Eu fui aprendendo como a história era feita e comecei a pensar em qual seria o tema da minha pesquisa de conclusão de curso. Como eu sou descendente de povos ciganos eu vi que seria uma aventura, um desafio escrever sobre a história do meu povo, a minha história. Há uma deficiência no que se refere a produção de trabalho sobre a esses povos, se atribui a eles um certo esoterismo, os conhecem apenas como aqueles que são bandidos, que leem mão, foi isso que eu sempre ouvi das pessoas e me incomodava porque não correspondia com a minha história de vida.
Esse tema não é algo fácil de se trabalhar, como eu já disse não há produções sobre isso, é um silêncio inquietante. Na universidade também não há professores que trabalhem diretamente com isso, apesar disso encontrei uma orientadora que aceitou o desafio de me orientar nesse trabalho, começamos um processo de garimpagem nos arquivos de produções acadêmicas do banco da capes do período entre 2010 e 2019, o que se falava de ciganos era mínimo, partia de uma perspectiva exterior e era repleto de visões conflitantes, é comum no campo da história falarmos sobre sujeitos marginais e ao ver a quantidade de trabalho sobre ciganos e a forma como estão representados nos mesmos me leva a pensar que esses povos nem estão nessa margem.
Lenilson Portela 
Para continuar com o meu trabalho eu precisei quebrar esse silêncio com a minha experiência de vida, dentro da minha família ainda há pessoas que vivem essa identidade cigana. A minha pesquisa gira em torno do processo dos povos ciganos do norte do Piauí no século XX.  Muitas pessoas pensam que todos aqueles que vivem a identidade cigana são nômades, o  que não é verdade, é também importante destacar que devido a política de degredo  dos ciganos ao longo do tempo existem 3 variações desse povo no Brasil, os Sintis vindos do Leste Europeu, os Calon da Península Ibérica e os Rom dos Balcãs. Voltando a questão da sedentarização desses povos, é importante entender que esse processo aconteceu devido à necessidade dos ciganos terem seu protagonismo no sentido de tomar uma decisão de acordo com aquilo que estavam vivendo e assim eles conseguiram desenvolver uma economia fundamental sem deixar morrer neles a sua cultura, pois ainda gostam de serem reconhecidos como ciganos mesmo que tenham decidido viver um estilo de vida mais sólido. Em resumo, na minha pesquisa eu tento discutir esses percursos, a melhor forma de entender é falando sobre.

 

 

Lenilson Rocha Portela é acadêmico de História, cursando o 7º período pela Universidade Federal do Piauí - UFPI, no Campus Ministro Petrônio Portella. Possui formação complementar em Cerimonial Público e Protocolo pela Escola do Legislativo - Prof. Wilson Brandão. 

Criado pela Secretaria de Comunicação da Federação do Movimento Estudantil de História

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