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A Maria Francisca Theberge (História UFF Niterói) é a autora da obra que ilustra a capa da quinta edição. Entitulada "Passado presente", a obra foi construída com imagens do movimento estudantil durante a ditadura empresarial-militar, assim como de imagens da manifestação em defesa do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro, em que estudantes de História de Centros Acadêmicos filiados à FEMEH estiveram presentes lutando em defesa das condições de trabalho e pesquisa dos historiadores, arquivistas e áreas afins. A ideia era fazer uma colagem que se assemelhasse a um continuum. Passado presente passado presente passado presente. Nossos inimigos e, por extensão, nossa luta, ainda são os mesmos. 

A colagem digital foi construída no Photoshop CS5.

Apresentação

Por Teresa Patrícia  

A Quitinete é uma revista semestral de acesso gratuito, livre e irrestrito. Direcionada aos acadêmicos, profissionais e todos aqueles que se interessam pelo meio histórico. Trata-se de um projeto da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), entidade de representação dos estudantes da Licenciatura e Bacharelado, da Graduação e Pós-Graduação dos cursos de História de todo o país.

A FEMEH tem como intuito direcionar o Movimento Estudantil de História e organizá-lo de forma democrática e combativa. Desde o ENEH de 2019 a Federação vem buscando se reaproximar da sua base, os Centros e Diretórios Acadêmicos, sejam esses filiados ou não. Dessa forma, seu objetivo é entender as necessidades das entidades, ajudá-las a serem mais ativas e combativas para assim somar forças com o Movimento Estudantil de História.

Essa revista, por ser um exemplo de reaproximação entre a Federação e sua base, irá publicar trabalhos feitos pelos historiadores, sejam eles graduandos ou graduados. É uma forma de mostrarmos as produções daqueles que nos ajudam a construir a Federação e que estão engajados na nossa luta, dialogar sobre as adversidades das minorias e defender as suas pautas. Além de ser um espaço para divulgarmos e disseminarmos os trabalhos e projetos desenvolvidos pela FEMEH.

Apresentação da edição

 
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Olá, sejam todes bem vindes a 5° edição da Revista Quitinete! Dessa vez, iremos falar de algo que tem tudo a ver com a nossa revista: o Movimento Estudantil (ME) e como nosso próprio tema de capa diz: falar do ME é falar de luta, resistências e conquistas. Pode-se dizer que sua origem se deu por volta de 1901 com a criação da Federação dos Estudantes Brasileiros, uma época em que os estudantes estavam crescendo em número e em importância.

Em 1930, o contexto histórico levou a que estudantes se organizassem na Juventude Comunista e na Integralista. Havia uma heterogeneidade de opiniões e a necessidade de se criar uma entidade forte e legítima e foi assim que, em 1937 no então Conselho Nacional de Estudantes, foi criada a União Nacional dos Estudantes (UNE). Historicamente, a entidade foi palco de muitas lutas e resistências: a luta contra o nazi fascismo, pelos direitos dos estudantes, contra a Ditadura Militar etc. Neste período inclusive a UNE teve sua sede incendiada e sua atuação era feita de forma ilegal. Atualmente a entidade continua lutando por nossos direitos e mudanças nas estruturas da sociedade.

Se tratando particularmente de nós - graduandos e graduados em História - temos muito do que nos orgulhar da entidade do ME que nos representa em maior instância. A nossa Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), que este ano completou 35 anos, vem, cada vez mais, trabalhando para a construção de um ME ativo e combativo; defendendo a universidade pública, gratuita, de qualidade e que atenda os interesses da classe trabalhadora. Nossa Federação lutou pela obrigatoriedade do ensino de história da África, esteve presente nos debates das reformas universitárias, se destacou na luta pela regulamentação da profissão de historiador e segue atuando junto aos Centros e Diretórios acadêmicos de História. Afinal, o ME começa pela base. Para nós da Quitinete, é motivo de muito orgulho fazermos parte da FEMEH!

Nessa edição, buscamos mostrar a importância e a necessidade histórica do ME no Brasil. Defendemos uma alternativa revolucionária que lute contra a nossa retirada de direitos, contra o desgoverno de Jair Bolsonaro e toda e qualquer forma de exploração. A Quitinete defende o compromisso de um Movimento Estudantil de História (MEH) que lute lado a lado com a classe trabalhadora. Que essa edição seja uma leitura prazerosa e inspiradora, que todes que façam parte desse movimento possam sentir a força que temos e que juntes possamos, a cada dia, avançar na construção de um mundo novo, lutando pelo poder verdadeiramente popular. Um forte abraço a todos, nos vemos novamente em Maceió-AL, no nosso ENEH. Avante! Venceremos!

Teresa Patrícia- Editora Chefe.

 
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Não Nos Calarão

Todos devem ter o direito ao ensino superior ou uma disputa eterna: uma jornada pelo movimento estudantil, seu passado, seu presente e seu papel no futuro.

 

Hoje em dia, quando pensamos em movimento estudantil ou até mesmo chegamos a tocar no assunto, escutamos algumas frases recorrentes: “Não dá em nada”, “Dá muito trabalho”, “Ninguém vai se unir nisso” ou até mesmo “isso é coisa de humanas”. Enquanto estudantes ou até mesmo militantes, independente de onde estejamos organizados sempre vamos escutar argumentos suficientes para garantir a manutenção da inércia estudantil. 

Estamos tão presos às burocracias impostas pela “união” que se deu no período petista para com os estudantes que hoje temos certas dificuldades para criar um espaço simples de uma roda de conversa. Pensando nisso, a coluna NÃO NOS CALARÃO!, com o objetivo de mostrar a força do Movimento Estudantil, para explicar como se deu esse processo, quais nossas pautas atuais e até mesmo a batalha que temos pela frente, convidamos o pré-candidato a deputado estadual no estado de São Paulo, militante do movimento por uma universidade popular – MUP e União da juventude comunista- UJC, Gabriel Tavares para um papo com a Quitinete. 

Para iniciar, buscamos entender como Gabriel caracterizava o Movimento Estudantil dos últimos anos e de hoje. Ele permanece o mesmo? Quais são as principais diferenças? Com firmeza, Tavares responde: 

“Podemos dividir o movimento estudantil em alguns períodos: aquele período da ditadura militar, onde o M.E era bastante combativo, engajado e com participação em vários partidos políticos, perseguidos e lutando a luta armada; e o M.E da redemocratização, da reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE) e outras Entidades Estudantis. O mais interessante é pensar as mudanças mais recentes, que tem mudanças na conjuntura e também do nosso papel nesse período. Se analisarmos os governos petistas, por exemplo, de Lula e Dilma, tivemos uma hegemonia muito forte da UJS, do PT e suas correntes no M.E através da UNE, das UEE’s e outras entidades. Nesse período, o movimento estudantil possuía uma lógica de base de apoio dos governos, como se fosse um “Ministério de Juventude”, digamos assim. As pautas, portanto, eram construídas em conjunto com essas entidades - as entidades, em alguma medida, levavam essas pautas para as bases e levavam algumas demandas para o governo, mas sem uma mobilização e luta por parte destes setores, mesmo diante de alguns problemas.”

Leia a coluna na íntegra pela versão digital da revista.

 
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Leia a 5º edição da Revista Quitinete na integra:
 
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FEMEH ENTREVISTA

Sofia Manzano

Sofia Padua Manzano (São Paulo, 19 de maio de 1971) é uma economista, professora, e militante comunista brasileira filiada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). É professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde 1989. Nas eleições gerais de 2014, foi candidata à vice-presidência do Brasil, concorrendo com Mauro Iasi para a presidência. É membro do Comitê Central do PCB e foi presidenta da União da Juventude Comunista (UJC). Foi lançada como pré-candidata à Presidência da República para as eleições gerais de 2022.

 
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Revista Quitinete: Sabemos que você foi peça chave para a reconstrução da UJC, juventude do partido a qual é filiada, na década de 90. Nos conte sobre a sua trajetória na juventude e no movimento estudantil. 

S.: Quando eu entrei no PCB, em 1989, fazia cursinho pré-vestibular e minha experiência com movimento estudantil tinha sido apenas uma tentativa de fundar um grêmio na escola estadual que estudei, mas que não foi para frente. Eu cresci ouvindo as histórias dos meus pais sobre a atuação deles no centro acadêmico da geografia da USP, no final dos anos 60, e o enfrentamento à ditadura, por isso, sempre acreditei que tinha que atuar também no movimento estudantil. 

No entanto, com o racha que ocorreu no PCB e toda luta de resistência interna que tivemos que organizar, minha atuação (e de muitos(as) camaradas) teve que se dar em diversas frentes e tocávamos várias tarefas ao mesmo tempo. Não dava para ter uma divisão do trabalho como estamos fazendo agora, com quadros responsáveis por tarefas determinadas. Na época, a gente tinha que dirigir o partido nacionalmente, fazer os contatos internacionais, reorganizar células, expulsar oportunistas, atuar nas lutas de massa, enfim, tinha que fazer de tudo um pouco. 

Eu comecei a reconstruir a UJC junto com o Leandro Alberto e outros camaradas que não estão mais no partido, mas que ajudaram muito na época. Minha tarefa se concentrou mais nos contatos internacionais e fui para diversas atividades externas em que fazia um trabalho de relações internacionais da UJC e do PCB ao mesmo tempo. Dentre estas tarefas, participei da Assembleia Geral da Federação Mundial de Juventudes Democráticas que buscou, também, a reconstrução da própria entidade, uma vez que a Federação também foi desarticulada com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu. Essa Assembleia ocorreu em Portugal, em fevereiro de 1995. Depois disso, participei também da organização do Festival Mundial da Juventude em Cuba, em 1997. 

Internamente, no movimento estudantil, fui da direção do centro acadêmico do curso de economia da PUC-SP (CA Leão XIII) e fui delegada a três congressos da UNE.

Q: Na sua opinião, como deve se dar a atuação dos Centros Acadêmicos e das demais entidades do Movimento Estudantil para a construção de uma universidade pública, gratuita, de qualidade e que atenda os interesses da classe trabalhadora? 

S: O movimento estudantil sempre foi uma porta de entrada na luta política para a juventude, especialmente de classe média radicalizada, por causa do perfil dos universitários brasileiros. Com a proletarização do acesso às universidades, penso que há diferentes características para o ME e que devem, todas elas, ser levadas em consideração.  

Primeiro, com a expansão do ensino superior privado, o ME nestas faculdades/universidades tende a ser mais corporativo, uma espécie de central de reclamações ou até mesmo um escritório de representação dos donos/direção da instituição junto aos estudantes. Apesar dessa característica, devemos disputar esse espaço para retirá-lo desse estreito nicho em que se encontra e torná-lo um espaço de representação política dos estudantes. 

Segundo, nas universidades públicas, com a expansão e ampliação do acesso, os centros acadêmicos e DCEs tornaram-se mais importantes ainda, não só na defesa dos interesses dos estudantes junto à comunidade acadêmica, mas também por considerar, em sua luta políticas, as contradições da sociedade de classes e as segregações que ela produz. Quero dizer, com o maior acesso dos jovens da classe trabalhadora às universidades públicas, esse instrumento de participação política tende a contemplar as diversas lutas e contradições que a classe enfrenta na sociedade capitalista. Por isso, para ajudar a construir e fortalecer uma universidade pública que atenda os interesses da classe trabalhadora, o ME tem que, entre outras coisas, compreender as contradições capitalistas que a classe vive e assumir sua luta política. Nesse sentido, eu penso que o ME deve combater a crescente ideologia de que a universidade é a porta de acesso à ascensão social individual, pois esse é um dos elementos de cooptação dos filhos e filhas da classe trabalhadora que, ao acessarem a universidade muitas vezes incorporam a ideologia meritocrática individualista. O ME, neste caso, tem que fazer um trabalho de formação política e de organização coletiva.

Q: O que acha que pode ser feito em relação à situação das universidades públicas, se tratando dos recursos, tais como: mais docentes, bolsas de pesquisa e ações para a permanência dos discentes? 

S: O projeto neoliberal em curso tem por objetivo sucatear as universidades públicas para abrir espaço ao mercado da educação. Neste sentido, o ME, junto com os órgãos de representação dos docentes e dos trabalhadores das universidades, tem que lutar pela ampliação dos recursos orçamentários necessários para garantir o pleno funcionamento das instituições. Além disso, a autonomia universitária, inscrito na Constituição Federal, deve ser plenamente implementada. Por outro lado, o ME deve agir, no interior das estruturas de gestão, para a democratização das decisões, com amplos debates e deliberações coletivas.

Q: Em relação à PEC 206, que institui o pagamento de mensalidades nas universidades públicas, apesar de, por hora, ter sido retirado de votação, sabemos que ataques como esses não vão parar, que medidas práticas podem ser tomadas pelo Movimento Estudantil em relação à isso?

S: O enfrentamento ao projeto que está inscrito na PEC 206 é decisivo para que tenhamos universidades públicas e estatais. Essa PEC, se aprovada, vai representar o fim do caráter estatal da universidade brasileira e sua transformação em mais um aparato de transferência de recursos públicos para a iniciativa privada, além de acentuar o caráter elitista e segregador do acesso. A cobrança de mensalidade não é suficiente para a manutenção da universidade em todas as suas dimensões (ensino, pesquisa e extensão), por isso, essa PEC está inserida no projeto de desmonte profundo do sistema público de universidades no Brasil, principalmente no que se refere à pesquisa científica. Por outro lado, para os estudantes, essa PEC representa o aprofundamento da exclusão dos jovens da classe trabalhadora do acesso à universidade pública. 

Outro elemento importante para combater a PEC é que ela é do interesse do setor financeiro. Nos países em que o ensino superior é pago (sendo público ou não), os jovens são obrigados a se endividarem no mercado financeiro para custear seus estudos. Essa é mais uma forma de captura de riqueza pelo capital financeiro e que no Brasil ainda não está aberto por conta da gratuidade da universidade pública. Mesmo na universidade privada, em que já ocorre o endividamento através do FIES, o sistema ainda é restrito ao financiamento público, feito pela Caixa. Os grandes bancos de investimento, que operam no mercado especulativo estão de olho nesse nicho de negócios para arrancarem dos jovens parcela significativa de sua renda futura, com os pagamentos que terão que fazer para bancar seus estudos. 

Uma ação que o ME pode tomar é promover debates e intercâmbios com estudantes de outras partes do mundo, em que a cobrança das mensalidades já está implementada e demonstrar o que isso significa para a vida da juventude e as mazelas que causa. Os chilenos têm uma experiência muito importante nessa luta. Nos EUA, a ONG Student Debt Crisis calcula que mais de 20% dos estadunidenses com mais de 50 anos têm dívidas estudantis. A BBC mostrou, em uma reportagem, que uma estudante pegou, em 1993, US$ 30 mil para completar seus estudos e, em 2016 a dívida dela era de US$ 300 mil, sem nunca ter deixado de pagar uma parcela do empréstimo. 

O ME precisa aprofundar o conhecimento dessa realidade e mostrar para o conjunto dos estudantes e da classe trabalhadora em geral o que realmente está por trás dessa PEC 206.

Leia a entrevista na íntegra pela versão digital.

 
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VENI, VIDI, VICI

Quem acompanhou a edição passada da Quitinete sabe que essa coluna foi pensada para compartilhar as experiências de existir e resistir de discentes e docentes. Dando-os voz para mostrarem as dificuldades e as vitórias de suas trajetórias. Dessa vez, iremos trazer o relato da Letícia Barbosa, mulher preta, 20 anos, graduanda em História na UFRR, presidenta do DCE- UFRR e do CAHIST-UFRR, membra da secretaria de comunicação da FEMEH:

‘’Me admira a dimensão plural que o Movimento Estudantil pode assumir ao se expressar, dificilmente se limita às tarefas comuns dos Centros e Diretórios Acadêmicos, e se porventura assim for, a organização não passa de uma máquina burocrática de estudantes. Comumente, o Movimento Estudantil é a porta de entrada para caminhos de luta... popular, socioambiental, política, partidária, étnico-racial, LGBTQIAP+, etc.

A pluralidade de um movimento composto essencialmente por jovens, no entanto, não o dispensa de tradicionais dinâmicas de poder relacionadas ao gênero, reforçadas por quesitos como raça e idade, pelo contrário, essas dinâmicas podem ser ainda mais perversas. Não presenciei um só espaço político em que gênero, raça, idade, não fossem critérios legitimadores das práticas e discursos políticos, critérios de inclusão ou exclusão aos locais de fala e decisão. A necessidade constante de se reafirmar, ‘’falar grosso’’, repetir, executar com excepcionalidade, e contornar ações constrangedoras que nos são impostas, atestam o enfrentamento da violência patriarcal e sistêmica até no Movimento Estudantil.

É apropriado, ainda, destacar a conjuntura em que se encontra o estado de Roraima para tais relações, o reacionarismo, a política oligárquica, a presença escassa mesmo de mandatos progressistas, atreladas à forte presença do bolsonarismo, são circunstâncias que sujeitam mais ainda a mulher roraimense às posições de sub- representações nos espaços políticos e exigem resistência para exercermos nosso direito de posse da palavra e poder de decisão’’.

Letícia, é a primeira mulher negra a presidir o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Roraima, ela tem cumprido essa tarefa com êxito, mas nós não podemos naturalizar, romantizar e principalmente nos calar diante da situação enfrentada por ela, afinal, o silêncio também é violento. Enquanto um meio de comunicação do Movimento Estudantil de História que tem como um de seus objetivos o enfrentamento de qualquer violência contra a mulher, sobretudo às negras que são ainda mais afetadas pelo sistema, repudiamos a situação enfrentada por Letícia, pelas mulheres roraimenses e por todas as outras, a Revista Quitinete, espera que o relato acima publicado sirva de denuncia e alerta (sobretudo dentro dos espaços do Movimento Estudantil, que tem como dever lutar contra as opressões estruturais da sociedade), que não tenha como consequências ‘’meias soluções’’ que desviam da natureza estrutural do problema. Sigamos firmes na luta contra o sistema capitalista, contra a sociedade de classes que excluem a vez e a voz das mulheres nos espaços de decisão."

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FEMEH ENTREVISTA

Giovanna Quitete (Gio do MUP)

Giovanna Abraçado Quitete tem 21 anos e é estudante do oitavo período de licenciatura em História na Federal Fluminense (UFF) em Niterói. É militante da União da Juventude Comunista, constrói o Movimento por uma Universidade Popular, e atualmente encontra-se na tarefa de Diretora de Extensão Popular da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). É bolsista do Programa de Educação Tutorial SESu-MEC, integrante do grupo PET Conexões de Saberes, pesquisadora PIBIC/CNPQ e monitora de Didática na Faculdade de Educação da UFF.

Confira a entrevista na íntegra pela versão digital.

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FEMEH ENTREVISTA

Maíza Ferreira

Maíza Ferreira dos Santos, é formada em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) em Ilhéus na Bahia (BA). Atualmente está concluindo o mestrado em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), também na Bahia (BA). Tem 27 anos e é militante do Movimento Estudantil junto à União da Juventude Comunista (UJC).

Quitinete: Como se iniciou o seu ingresso no movimento estudantil junto à União da Juventude Comunista?

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Maíza Ferreira -  Antes de responder gostaria de agradecer ao convite para falar um pouco sobre minha trajetória no Movimento Estudantil. Meu ingresso na UJC ocorreu em 2015, mas antes disso eu já havia tido envolvimento com outra organização política fora do espectro revolucionário. Considero meu ingresso na UJC um importante salto na minha trajetória política. Antes de militar na UJC eu pertencia ao PSB que é um campo político que eu considero hoje que está muito mais pra direita do que até pro centro. Rompi com o PSB mais ou menos em 2014 justamente por fazer uma avaliação de que o seu programa político não carregava, não tinha um conteúdo classista, não tinha um conteúdo de ruptura com a realidade no qual nós estamos inseridos e não apresentava um projeto político imediato, sobretudo pros estudantes e pros trabalhadores capaz de romper com a lógica da conciliação, a lógica, enfim, do apaziguamento, né? Da luta de classes. Percebendo essas contradições, óbvio, que não foi da forma como eu estou falando aqui agora, optei por romper e fiquei um período afastada de organizações políticas, mas não afastada do movimento. E aí já inserida no movimento estudantil. E nesse tempo atuando como independente pude ter contato com diversos espectros políticos e me vi próxima da UJC por ter acordo com o seu programa político, com a sua linha com a sua forma organizativa, o centralismo democrático é um modelo organizativo que sempre me atraiu, que eu sempre consegui me ver dentro dele e ver as minhas escolhas sendo respeitadas e também ter um espírito de coletividade muito grande nesse processo. Enfim, agora no atual momento eu estou num processo de saída da UJC pra me inserir na dinâmica política partidária que é Partido Comunista Brasileiro, uma nova etapa da minha vida e da minha trajetória. Espero que seja tão profícuo aí com muitas contribuições também pra luta política.

Confira a entrevista na íntegra pela versão digital.

 

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FEMEH ENTREVISTA

Joana Bleza

Joana Bleza, tem 22 anos, é graduanda em História na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Foi secretária da Juventude do PT em Ilhéus na Bahia (BA) e é militante do Coletivo Malês.

Quitinete: Joana, como você ingressou no movimento estudantil? Me conte um pouquinho da sua trajetória.

Joana:  Em 2014 ingressei no IFBA campus Ilhéus e consequente a política entrou na minha vida. Entre o final de 2015 e o início de 2016, diversas escolas públicas de São Paulo foram ocupadas pelos próprios estudantes contra a decisão do governo estadual de realocar alunos e fechar escolas e em torno da merenda escolar. Nós do IFBA, tivemos debates na sala aula sobre tal situação, então estávamos inteirados do ocorrido e da mobilização estudantil.  

Em meados de 2016, após o golpe, e com os rumos da educação no Brasil, diversas escolas começaram a ser ocupadas por estudantes e o Paraná foi o farol desse movimento. Então, nós, os estudantes daquela época, decidimos ocupar a escola contra a Medida Provisória 746, que previa mudanças no ensino médio, e contra o Projeto de Emenda Constitucional que estabelece um teto para os gastos públicos, a PEC 241. Essa foi de fato a porta de entrada no movimento estudantil.

Confira a entrevista completa na versão digital.

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FEMEH ENTREVISTA

Lismar Reis

Lismar Reis é formado em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e tem 25 anos. Atualmente faz mestrado em História Social na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua desde 2016 no ME e já foi Coordenador de Organização do CAHIS da UESC. Em 2021 passa a compor a Secretaria Geral da FEMEH e a Regional Norte e Nordeste. Hoje acompanha o Movimento por uma Universidade Popular (MUP).

Confira a entrevista na íntegra pela versão digital da revista. 

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EQUIPE EDITORIAL

 

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Equipe de Produção Científica

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ARTIGOS

 
 
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